Ser ou não ser da resistência, eis a questão

Estamos vivendo num tempo muito maluco e teofóbico. Onde professar a fé cristã já é um motivo para lhe taxarem de maluco, xiita e etc., Assim como estão fazendo com a Ministra Damares.

Mas como não há nada de novo debaixo do céu, quero lembrar que isso já aconteceu no império romano, inclusive pelos mesmos motivos.

Os cristãos não eram perseguidos pela sua fé em Cristo, mas pelos valores e estilo de vida que aquela fé (em Cristo) representava.

Para o imperador Diocleciano os cristãos representavam um perigo para a unidade do império. De início, o cristianismo era apenas uma entre muitas religiões que existiam no império, mas à medida que se espalhou ela passou a constituir uma ameaça à paz social e, mais tarde, ao próprio poder imperial. 

Mas por quê?
Os cristãos recusavam-se a participar nas celebrações coletivas, não prestavam culto aos deuses de Roma ou ao imperador e eram, portanto, encarados com suspeita e hostilidade pela generalidade dos cidadãos romanos. Ou seja eram vistos como anti sociais e não faziam parte do politicamente correto da época. Eram inclusive acusados de promover o incesto, uma vez que casavam com irmãos e irmãs (cristãos se denominam irmão pela fé).

As perseguições eram tentativas de restaurar a unidade do império e reabilitar as antigas tradições religiosas, que os cristãos se recusavam em acatar.

É importante salientar que  que haviam inúmeras práticas religiosas na época e os romanos viam o cristianismo como mais uma, desde que eles partipacem dos festejos e tradições de Roma, por isso eles eram obrigados a negar a Cristo.

Cristãos não eram apenas um problema religioso, mas sobretudo político.

Os imperadores romanos acabaram por compreender que combater os cristãos era muito mais perigoso do que aceitá-los, assim como é hoje.

Voltando aos nossos dias.
Não se iluda os valores cristãos nunca serão aceitos pela pauta progressista, pois elas são antagônicas.

Você que se diz da resistência, não entende o real significado dessa palavra, pois ser da resistência exige coragem e convicção de ser contra a cultura e não ir a favor da corrente.


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